terça-feira, 29 de novembro de 2011

Personalidade Internacional: Nelson Mandela


Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918 em Mvezo na África do Sul. É advogado , ex-líder rebelde e ex-presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento antiapartheid, como ativista e transformador da história africana. Considerado pela maioria das pessoas um guerreiro na luta pela liberdade, era considerado pelo governo sul-africano um terrorista.
Mandela envolveu-se na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano (conhecido no Brasil pela sigla portuguesa, CNA, e em Portugal pela sigla inglesa, ANC) em 1947, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo (entre outros) uma organização mais dinâmica, a Liga Jovem do NCA/ANC.
A Carta da Liberdade foi divulgada depois das eleições de 1948 nas quais o Partido Nacional africânder – promotor da política de segregação racial assumiu o poder. Esse documento continha um programa fundamental para a causa antiapartheid. Mandela filiou-se ao Congresso do Povo, responsável pela Carta da Liberdade.
Mandela e seus colegas eram inicialmente comprometidos com atos pacíficos até acontecer o massacre de Sharpeville, no qual a polícia sul-africana matou 69 jovens desarmados e deixou 180 feridos.
A partir desse momento Mandela se envolveu na luta armada e em planos de sabotagens o que lhe custou a prisão. Condenado a prisão perpétua conseguiu escapar da pena de enforcamento. Ficou preso de 1962 à 1990.
Enquanto estava na prisão, Mandela enviou uma declaração para o NCA (e que viria a público em 20 de Junho de 1980) em que dizia: "Unam-se! Mobilizem-se! Lutem! Entre a bigorna que é a ação da massa unida e o martelo que é a luta armada devemos esmagar o apartheid!"
Recusando trocar uma liberdade condicional pela recusa em cessar o incentivo a luta armada (Fevereiro de 1985), Mandela continuou na prisão até Fevereiro de 1990, quando a campanha do ANC e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk. O ANC também foi tirado da ilegalidade.
Nelson Mandela recebeu em 1989 o Prêmio Internacional Al-Gaddafi de Direitos Humanos, e em 1993, com de Klerk, recebeu o Nobel da Paz, pelos esforços desenvolvidos no sentido de acabar com a segregação racial. Em Maio de 1994, tornou-se ele próprio o presidente da África do Sul, naquelas que foram as primeiras eleições multirraciais do país. Cercou-se, para governar, de personalidades do ANC, mas também de representantes de linhas políticas.
Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.
Além de receber outros títulos e prêmios Mandela seguiu combatendo o problema da AIDS no mundo.

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